sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

God father


Encore at the Apollo

fonte: Newsweek, 28/12/2006

Os CD´s piratas estavam lá e a mulher que os vendia tinha ainda os olhos inchados por velar seu ídolo por toda noite.
Não pensava nos trocados que ganharia; queria eternizar o gingado, a garganta, a cor, a revolução que ajudou a dar-lhe a chance de orgulhar-se de sua cor num país racista.

7 comentários:

Kafé Roceiro disse...

Profunda essa prosa, meu amigo. No mais, vim te agradecer pelas palavras que deixaste num momento tão difícil. Estamos na estrada. Felicidades pra nós, irmão.

denise disse...

Oi, Silvio, tudo bem!
Cheguei aqui via Quitanda do Chaves, he he. E fiquei fascinada pela maneira como colocas objetiva e liricamente um fato cotidiano, consegues extrair a essência dele com tamanha sensibilidade. Adorei.
abraço, garoto

mixtu disse...

a cor... diferenças... similitudes no pensar...

abraços

Kalinka disse...

Depois da azáfama dos presentes de Natal, da caminhada desenfreada e decrescente para o Ano Novo, chega, sereno e mansinho o dia de Reis. Mas desde o dia 25 de Dezembro até ao dia 6 de Janeiro, há uma tradição que é genuinamente portuguesa, o cantar das Janeiras…

É maravilhoso ver os inúmeros grupos de pessoas que saem à rua, com frio, gelo e em alguns sítios até mesmo neve, para cumprir a tradição. Para ir de casa em casa, de porta em porta, de família em família, apenas para cantar e louvar os reis que visitaram o Deus-Menino.

É importante manter estas tradições que são tipicamente portuguesas, onde se cultiva o convívio e a alegria.

Abraços sempre.

Paulo Silva disse...

Passo a deixar um abraço.
E desejar um bom ano de 2007, embora já um pouco atrasado.

lucordeiro disse...

É isso mesmo, um homem que cantou sua negritude num país racista. E seu conto expõe o sentimento que muitos negros devem ter tido ao velarem seu ídolo, um rebelde que se impôs. Muito bom, Sílvio. E apareça pq quero sua opinião sobre meu novo post. Beijos, querido amigo.

Carla Borges disse...

Sílvio,
simplesmente comovente.
Continue nos brindando com sua inteligência, sobriedade, sensibilidade.
Carla