sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Outra versão


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fonte: Revista Veja-on-line, 25/01/2008
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Bem cedo soube que aquele corpo não era seu: devia ter nascido homem. Erro da Natureza, tanto fisiológica como geograficamente. Corpo errado, país errado. Teve que casar, mas conseguiu matar o marido. Agora vive assim, mendiga comida, veste-se de mulher. É o tipo de liberdade que lhe coube no mundo.
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2 comentários:

* hemisfério norte disse...

Excelente! - como sempre
por falar em matar....quem matou minha titia???? hein?
bjs
a.

Nano Costa disse...

A mulher no ocidente em sua plenitude é efemera, lá por frações de segundo se torna um homem no avesso...